A digitalização do setor público brasileiro abriu um mercado novo e altamente competitivo para empresas de tecnologia (GovTechs) e fornecedores de software que visam modernizar a gestão pública, desde sistemas de arrecadação municipal até plataformas de telemedicina em cidades inteligentes. Fundos de Private Equity e gigantes globais de tecnologia estão olhando para o governo brasileiro como um grande cliente que necessita de transformação digital. Contudo, vender e operar para o setor público exige um nível de conformidade que não se encontra em outros mercados. A interação com o governo exige transparência total nas licitações, clareza nos preços e uma estrutura de compliance à prova de auditorias dos órgãos de controle (como o Tribunal de Contas).
risco de integridade é o maior inimigo das empresas que buscam o mercado público no Brasil. A legislação anticorrupção é severa e o escrutínio dos órgãos de controle sobre contratos públicos é constante. Investidores estrangeiros que adquirem empresas brasileiras de GovTechs devem realizar uma investigação profunda sobre como esses contratos foram conquistados e executados. Qualquer indício de favorecimento, superfaturamento ou promessas de campanha em troca de contratos pode colocar toda a operação em risco, levando não só a multas milionárias, mas ao impedimento de participar de novas licitações, o que significaria o fim do modelo de negócio.
Auditar a integridade de uma empresa GovTech exige um trabalho de Private Investigator focado em mapear conexões, avaliar se os processos licitatórios foram competitivos e investigar se os preços praticados estão alinhados com o mercado ou se configuram superfaturamento. A transparência nos processos de vendas para o governo é, portanto, o ativo mais importante da empresa adquirida.
Além da integridade, a conformidade técnica é crucial. O setor público possui exigências específicas de segurança da informação, protegendo os dados dos cidadãos. Sistemas que falham em garantir a segurança dos dados ou que não permitem a auditoria dos processos internos são um passivo grave para o investidor. O uso de especialistas para avaliar a solidez dessas plataformas é fundamental para garantir que a tecnologia entregue é, ao mesmo tempo, eficiente e segura para os dados nacionais.
Para garantir o sucesso na expansão pelo mercado de GovTechs, o investidor internacional deve cercar-se de parcerias de inteligência corporativa, como a Verify Brazil. Ao mapear os riscos de corrupção, auditar contratos públicos e investigar a governança das empresas tecnológicas que visam o setor governamental, o investidor protege o patrimônio contra os riscos sistêmicos que, por vezes, são ignorados na empolgação pela oportunidade de crescimento no setor público. Transformar a gestão pública brasileira com tecnologia de ponta é um projeto louvável e rentável, desde que executado sobre bases éticas inquestionáveis e com uma gestão de riscos de compliance robusta e constante.